O Sistema
Um blog aberto a todos os temas mas em que a Educação e a Matemática têm prioridade.
Quarta-feira, 19 de Junho de 2013
Terça-feira, 18 de Junho de 2013
Ódio aos professores e à função pública
Há gente assim, que ganha a vida a dizer mal dos outros.
Gente que parece impregnada de um ódio que lhe corre nas veias e que constantemente transpira cá para fora. Gente que cospe no prato que alimenta a venda dos seus livros. Um daqueles brilhantes negócios da iniciativa privada que a escola (pública) sustenta.
Segundo esta mente superior, os professores tiveram "falta de respeito pelos alunos, falta de respeito pelas famílias, falta de respeito pelo sistema de ensino que lhes cumpre servir (...) e falta de brio profissional".
Estamos com sorte. Desta vez não se lembrou de nos chamar palhaços!
Estará em vigor alguma pena suspensa que o impediu de usar o adjectivo?
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Segunda-feira, 17 de Junho de 2013
Sobre a utilização da calculadora gráfica TI NSPIRE CX em exame
Tal como as normas de utilização das calculadoras indicam, não são admissíveis em exame calculadoras com capacidades CAS (Cálculo Álgébrico Simbólico) - ver listagem das calculadoras admissíveis AQUI.
Pelos vistos, o JNE (Júri Nacional de Exames) descobriu recentemente (e a TEXAS também) que alguém inventou "uma aplicação externa" que, uma vez instalada na calculadora gráfica TI NSPIRE CX, lhe confere capacidades CAS.
Como tal capacidade não é admissível em exame, o JNE providenciou duas mensagens sobre o assunto a que vale a pena prestar atenção:
Tendo em consideração a importância do assunto, pois pode implicar a anulação de provas, não deixo, no entanto, de assinalar o ridículo da situação. Podem continuar a instalar o que quiserem na calculadora, podem continuar a colocar lá o que bem entenderem. Só não pode ser é CAS!
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Domingo, 16 de Junho de 2013
Sim, amanhã farei greve!
Apesar de difícil, foi uma decisão que já há alguns dia tomei. Que me tem deixado incomodado, é verdade! Mas que é a única que posso tomar.
Farei greve também pelas razões que, formalmente, a fundamentam.
Pergunto:
Se o aumento das 5 horas é só para a componente individual, isto é, se na prática não se vai traduzir em mais trabalho, então porque se aumenta?
Se não haverá professores em regime de "requalificação", então porque é que se cria este regime?
Se tudo isto não acontecerá, se tudo isto não terá efeitos práticos, qual é a razão então que fundamenta a criação de inocuidades?
Mas farei greve, principalmente, porque quero manifestar o meu desagrado e a minha revolta por tudo aquilo que fizeram (estes e outros) e vão ainda fazer contra a minha dignidade como professor e contra uma escola que, querem, o menos pública possível.
Estou farto de ser apenas despesa, de ser "ajustamento". Como sou funcionário público, sei que não gostam de mim. Para eles devo estar sujeito a tudo, quer isso signifique trabalhar com muitos ou poucos alunos, trabalhar hoje com uma lei, amanhã com outra e até, às vezes, com as duas juntas. Devo estar preparado para leccionar tudo, quer sejam disciplinas da minha área de formação ou não, aqui ou noutro lugar distante. Tenho que saber educar para tudo e para mais alguma coisa. E, no fim, devo proporcionar sucesso educativo.
E devo fazê-lo, sempre, imbuído de um espírito de serviço público e até de missão.
Acho que o tenho feito. A verdade é que preciso de o fazer. Preciso de trabalhar. Tenho quem de mim dependa.
Mas isso não me impede de lhes dizer que também eu não gosto deles. De lhes dizer que também eles foram eleitos para servir. Servir o povo português, entenda-se!
Quanto à escola pública, já o referi aqui diversas vezes, não aceito que ostensivamente se a desvalorize para a tornar comprável (ou, pelo menos, algumas delas), para a tornar negócio para alguns daqueles que hoje a ostracizam.
E os alunos?
Amanhã serão eles os prejudicados. Sim, sem dúvida. Como são sempre que há uma greve. Sim, quando ficam sem aulas em razão de uma greve, também são prejudicados. E quantas já se fizeram!
Então, porquê a greve aos exames?
A resposta já foi dada nestes últimos tempos.
Talvez só assim o País perceba que precisa dos seus professores e da sua escola.
E valerá a pena?
A esta pergunta não sei responder.
Quarta-feira, 12 de Junho de 2013
O que fica claro
Concorde-se ou não com as greves, adira-se ou não a elas, dois factos ficam (mais uma vez) evidentes:
- Este Ministro, tal como outros que o antecederam, o que gostava era de não ter professores.
- Este Governo não sabe perder. E quando isso acontece, aproveita o que tem à mão para se vingar.
Dá ideia de que o que eles gostavam era de ter um estado sem recursos humanos para gerir. Não havia funcionários públicos. Nem reformados. Era tudo por subcontratação, tal como os homens do betão tão habilmente sabem fazer. O mais "amigo" levava o contrato!
Mas, se assim fosse, faria sentido haver Governo e governantes?
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Quinta-feira, 6 de Junho de 2013
Acesso ao Ensino Superior 2013
Em resposta a alguns pedidos, esclareço que todas as informações relativas ao acesso ao Ensino Superior 2013 se encontram nesta página:
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Sexta-feira, 24 de Maio de 2013
Comentário ao Teste Intermédio de Matemática A, 12º Ano de 24/05/2013
Considero que o teste é adequado, quer no que respeita à consonância com o programa de Matemática em vigor, quer em termos da dificuldade dos itens e das suas tipologias.
As aprendizagens matemáticas que se testam enquadram-se nos conteúdos do programa e, mais importante, nas suas indicações.
Neste teste predominaram os itens de dificuldade média. Tal representa, em minha opinião, um indicador positivo quanto à qualidade do teste.
A tipologia de alguns itens é semelhante à de itens saídos em testes intermédios ou exames de anos lectivos anteriores. Isso significa que não se quis agora romper abruptamente com o passado, isto é, teve-se em atenção os suportes que serviram de base à preparação dos alunos.
Em resumo, um teste muito mais equilibrado que o de Fevereiro passado, em que se atendeu ao programa em vigor, à realidade dos nossos estudantes e ao modo como a disciplina é leccionada.
Faltam agora conhecer os critérios específicos de avaliação de cada item.
Serão eles que em algumas questões vão definir verdadeiramente o seu grau de exigência.
Refiro alguns exemplos:
Item 1.1. - Como vai o critério garantir que a calculadora não foi usada para calcular i^6 ou i^7?
Itens 4.1 e 4.2. - Estarão os passos relativos às determinações dos limites notáveis devidamente especificados?
Item 5. - Qual o grau de especificidade que se exige na verificação da continuidade da função g e na determinação dos sinais desta função nos extremos do intervalo?
Finalmente, uma dúvida se coloca (mais uma vez): em que moldes terá sido construído o exame que está aí à porta, nos do teste intermédio de hoje ou nos do de Fevereiro?
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