quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Cursos superiores de Matemática - notas de entrada 2011


1 - Universidade Técnica de Lisboa - Instituto Superior Técnico
Matemática Aplicada e Computação 159,8
2 - Universidade Técnica de Lisboa - Instituto Superior de Economia e Gestão
Matemática Aplicada à Economia e à Gestão 158,0
3 - Universidade do Porto - Faculdade de Ciências
Matemática 134,5
4 - Universidade de Lisboa - Faculdade de Ciências
Matemática 123,0
5 - Universidade de Lisboa - Faculdade de Ciências
Matemática Aplicada 120,5
6 - Universidade do Minho
Matemática 116,8
7 - Universidade de Aveiro
Matemática 114,5
8 - Universidade Nova de Lisboa - Faculdade de Ciências e Tecnologia
Matemática 113,8
9 - Universidade de Coimbra - Faculdade de Ciências e Tecnologia
Matemática 112,5

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Os cursos superiores com notas mais altas - Top 20 de 2011

1 - Universidade do Porto - Faculdade de Medicina
Medicina 186,3
2 - Universidade do Porto - Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar
Medicina 185,5
3 - Universidade do Minho
Medicina 184,5
4 - Universidade de Coimbra - Faculdade de Medicina
Medicina 183,5
5 - Universidade do Porto - Faculdade de Engenharia
Bioengenharia 182,8
6 - Universidade de Lisboa - Faculdade de Medicina
Medicina 182,0
7 - Universidade Nova de Lisboa - Faculdade de Ciências Médicas
Medicina 181,2
8 - Universidade da Beira Interior
Medicina 180,8
9 - Universidade de Coimbra - Faculdade de Medicina
Medicina Dentária 180,8
10 - Universidade da Madeira
Ciclo Básico de Medicina 180,2
11 - Universidade dos Açores - Ponta Delgada
Ciclo Básico de Medicina 180,0
12 - Universidade do Porto - Faculdade de Arquitectura
Arquitectura 179,5
13 - Universidade de Lisboa - Faculdade de Medicina Dentária
Medicina Dentária 179,5
14 - Universidade do Minho
Engenharia Biomédica 179,2
15 - Universidade do Porto - Faculdade de Engenharia
Engenharia Industrial e Gestão 178,5
16 - Universidade Técnica de Lisboa - Instituto Superior Técnico
Engenharia Aeroespacial 178,3
17 - Universidade Técnica de Lisboa - Instituto Superior Técnico
Engenharia Biomédica 178,3
18 - Universidade do Porto - Faculdade de Medicina Dentária
Medicina Dentária 177,5
19 - Instituto Politécnico do Porto - Escola Superior de Tecnologia da Saúde do Porto
Medicina Nuclear 177,0
20 - Universidade Técnica de Lisboa - Instituto Superior Técnico
Engenharia Física Tecnológica 176,0

sábado, 17 de setembro de 2011

Listagem das entidades criadas

Lista dos organismos que vão ser criados no Ministério da Educação e Ciência, no âmbito do Plano de Redução e Melhoria da Administração Central do Estado (PREMAC)

Lista dos organismos que vão ser extintos e fundidos

Lista dos organismos que vão ser extintos e fundidos no Ministério da Educação e Ciência, no âmbito do Plano de Redução e Melhoria da Administração Central do Estado (PREMAC)

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Governo de Portugal - Documento de Estratégia Orçamental

Governo de Portugal - Documento de Estratégia Orçamental

O Problema da Avaliação


Todos os anos a comunicação social apresenta alguns títulos sobre os resultados dos Exames Nacionais. É costume também, o Ministério da Educação se apressar a apresentar um conjunto de medidas, a maior parte delas avulsas, para dar resposta aos problemas que tais resultados põem a descoberto.
Apesar do Governo ser novo, este ano não foi excepção. Louva-se o desaparecimento da Área Projecto e a diminuição do Estudo Acompanhado, saúdam-se as apostas na Língua Portuguesa e na Matemática, mas ficaremos desapontados se estes pequenos ajustamentos forem apelidados de verdadeiras soluções.
Na realidade, o problema do Ensino Público em Portugal é muito simples de enunciar: Como é que a Escola Pública pode ser exigente e rigorosa nas aprendizagens sem que, simultaneamente, produza mais insucesso ou abandono?
Já sabemos como é que os Governos Sócrates actuaram perante este binómio. Proibiram administrativamente o insucesso e o abandono e abdicaram das aprendizagens. A questão agora é saber como Nuno Crato vai actuar. Existe uma enorme esperança, nomeadamente na classe docente, em que o privilégio vá para as aprendizagens. Existe também um pressentimento de que a máquina do Ministério e a pressão das estatísticas rapidamente esfriem este propósito.
Na base o problema enunciado está a avaliação, quer a interna que as escolas definem e praticam, quer a externa que o Gabinete de Avaliação Educacional impõe.
No que respeita à segunda, apenas se espera que o Ministro leve à prática o que publicamente tem dito. É preciso regular a avaliação externa. Regular, no sentido de acabar com as disparidades que apresenta de ano para ano ou mesmo de fase para fase. Regular, para a tornar efectivamente congruente com os currículos sobre os quais incide. Regular, de modo a que haja transparência quer sobre os conhecimentos, as técnicas, os métodos e as competências que se querem avaliar em situação de exame, quer sobre os diferentes níveis de dificuldade que a cada um destes itens está associado. Regular, enfim, para que a avaliação externa esteja ao serviço da Educação e não da propaganda dos Governos.
Relativamente à avaliação interna, aquela que as escolas definem e implementam, muito há também a mudar. Os últimos quinze anos, com ênfase especial para os da governação Sócrates, obrigaram as escolas a praticar a avaliação de uma forma totalmente diferente. Muitas vezes por decreto, outras por pressão sobre os professores, as escolas viram-se coagidas a produzir sucesso estatístico e escolaridade obrigatória. Passada a nuvem de poeira, que se foi mantendo durante alguns anos para alguns mas que agora se dissipou para a maioria, percebeu-se que o sucesso dos números resultou em facilitismo, no aumento das dificuldades para quem trabalha com crianças e jovens numa escola e, mais importante, num acentuar de desigualdades sociais. Os que mais precisavam da Escola Pública, isto é, aqueles que só com ela podiam contar para adquirirem as bases mínimas que lhes projectassem alguma evolução social, passaram pela Escola sem dela tirar partido. Os outros, aqueles que puderam sempre ser acompanhados ou fizeram o seu percurso no privado, estão socialmente num patamar mais distante.
É preciso reorientar a avaliação que as escolas praticam. Para tal, várias decisões devem ser tomadas.
A progressão dos alunos, de um ano de escolaridade para o seguinte, deve voltar a ter regras claras, especialmente no Ensino Básico. Não é admissível que a progressão seja automática ou baseada na especulação sobre o desempenho do aluno nos anos seguintes. A legislação que sustenta a avaliação, de modo a fomentar a justiça e a equidade das classificações que se exige, deve ser melhorada, tornando-se mais pragmática, menos burocrática e não contraditória.
A filosofia vigente sobre os modos de avaliar deve também ser questionada. Os pruridos que existem sobre alguns aspectos da escola tradicional devem ser abandonados. A importância do teste escrito como instrumento de avaliação deve ser assumida sem complexos.
A separação de papéis é também uma necessidade. O dever e a competência de avaliar são dos professores, não dos Pais e Encarregados de Educação.
O peso que as escolas definem nos critérios de avaliação para os parâmetros relativos aos domínios do “ser” e “estar” têm que ser regulados. Há deveres, atitudes e comportamentos que são intrínsecos à própria função de ser aluno numa escola. Quantificá-los nos critérios de avaliação é o primeiro passo para considerar que eles podem não acontecer e, mais grave, que a escola lançará na sociedade jovens que nunca assumiram regras básicas de cidadania.
A definição dos critérios de avaliação também não pode continuar a ser o instrumento de que algumas escolas se servem para competir com as outras ou para garantir alunos. Assiste-se hoje a uma verdadeira inflação de notas. Basta analisar o fosso entre as classificações internas e externas de algumas disciplinas ou passar os olhos pelas pautas de determinas disciplinas em algumas escolas para se perceber a dimensão dessa inflação. É preciso regular este aspecto pois, em muitos casos, esta inflação representa uma desigualdade social que está directamente relacionada com a capacidade económica das famílias. Neste contexto, aliás, talvez não seja de todo absurdo pensar na separação definitiva entre a conclusão do Ensino Secundário e a admissão ao Ensino Superior ou, pelo menos, na maximização do peso dos resultados dos Exames nacionais nessa admissão.
É preciso, enfim, que a avaliação cumpra o seu papel, não só no sentido de dar credibilidade à certificação, mas também de garantir a sustentabilidade dos processos de ensino/aprendizagem.
Voltando ao problema enunciado, a aposta na aprendizagem efectiva tem custos. O insucesso e o abandono escolares surgem logo à cabeça e serão difíceis de suportar por qualquer Governo. O enfraquecimento do ensino privado como área de negócio é outro desses custos. Por isso, é com expectativa que se aguardam as decisões de Nuno Crato. Será ele fiel aos princípios que apregoou nos últimos anos? Será capaz de assumir e enfrentar as consequências que daí advirão?
Este é, em simultâneo, o desafio e a esperança da Escola Pública em Portugal.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Comentário à prova de MACS (835) 2011, 2ª fase

Comentários globais:

  1. Para um aluno que não domine bem as potencialidades da calculadora gráfica (gráficos, recursividade e estatística) a resolução da prova torna-se demorada e muito trabalhosa. Como entendo que a calculadora deve ser um meio e não um fim (o objectivo da prova não é testar as competências no domínio da calculadora) não concordo com esta situação em que, claramente, os alunos que optaram por "fazer as coisas à mão" podem ter saído prejudicados.
  2. A prova apresenta duas situações que considero graves (itens 3 e 4), inadmissíveis em exames e que apresentarei em seguida.


Item 3.

Em rigor, a tabela 3 não representa uma progressão geométrica (o quociente entre A1 e A0 é diferente, por exemplo, do quociente entre A2 e A1).
A falta de rigor deve-se ao facto de os valores apresentados estarem arredondados, pressupõe-se! Mas o enunciado não refere tal arredondamento, nem concordo que, pelo facto de se tratar de valores em EURO se possa inferir esse arredondamento (basta lembrar o que se passa com o preço dos combustíveis que usam 3 casas decimais ou com os arredondamentos que os bancos fazem para ganharem mais alguns cêntimos).
Um bom aluno, que saiba o que é uma progressão geométrica, terá ficado atrapalhado pois, por muitas tentativas que fizesse, nunca encontraria a razão. Sem a razão não se consegue dar resposta aos itens 3.1. e 3.2.
Considero, em exame, inadmissível esta situação!

Item 3.2.

Concordo com o parecer da APM quanto a este ponto. 

item 3.3.

Ao resolver o exame, os itens 3.3.1. e 3.3.2., pareceram-me redundantes, isto é, estava a pedir-se a mesma coisa nos dois: dois diagramas em árvore, o segundo dos quais extremamente grande e aborrecido de construir.
Ao ler os critério específicos de correcção fiquei a saber que afinal o "Mostre" equivale a "Calcule", ou seja, ao aplicar de uma fórmula.
Considero o item 3.3.2. extremamente infeliz. Penalizou-se, mais uma vez, a sabedoria. Quem interpretou o "Mostre" como devia ser teve um trabalhão enorme e perdeu imenso tempo, para ter a mesma cotação daquele que se limitou a aplicar uma fórmula, que se dá à martelada (se é que foi dada nas aulas ...), pois está completamente descontextualizada nesta disciplina, uma vez que os alunos de MACS nunca estudaram Cálculo Combinatório.

Item 4.

A meu ver, as questões 4.1. e 4.2. apresentam dependências, isto é, são necessários resultados de uma para resolver a outra ou, encarando a situação de outra maneira, o aluno tem que fazer a mesma coisa em ambas as questões.
Basta olhar para os critérios específicos de correcção para ver a evidência. Nos critérios de correcção da questão 4.1.surge:
"Calcular a percentagem de indivíduos que viram a publicidade e compraram o novo perfume (40%) ....................................................... 7 pontos".
Nos critérios de correcção da questão 4.1.surge:
"Indicar a percentagem de indivíduos que viram a publicidade e compraram o novo perfume (40%) ....................................................... 7 pontos".
Como é que ele indica sem ter calculado primeiro? Incompreensível!
Isto não pode acontecer em exame pois, um aluno que não saiba responder a uma questão não pode, por isso, ficar impedido de responder a outra, nem pode ser penalizado duas vezes por não saber fazer determinada coisa.
Esta é mais uma situação que considero grave neste exame.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Quanto me vão tirar no Subsídio de Natal?

Faça o download DESTE ficheiro Excel para descobrir.

Organização Curricular do Ensino Básico para o ano lectivo 2011/2012

Fim da Área de Projecto nos 2º e 3º Ciclos do Ensino Básico.
Fim do Estudo Acompanhado no 3º Ciclo do Ensino Básico.
Atribuição desses tempos à Matemática e à Língua Portuguesa.

Mudanças que se saúdam!

Veja AQUI a proposta.

Ranking das Médias dos Exames Nacionais 2011 - 1ª Fase

(Clique na imagem para aumentar a visualização)

Médias dos Exames Nacionais - 1ª Fase 2011

(635) Matemática A


(735) Matemática B


(835) MACS


(clique nas tabelas para aumentar a visualização)

quarta-feira, 13 de julho de 2011

A Conjectura de Poincaré

A propósito de um comentário sobre um post recente aqui publicado, terá interesse divulgar o que uma rápida pesquisa pela net permitiu encontrar sobre três temas interligados: Topologia, Conjectura de Poincaré (que já não o é!) e Perelman.
Espero que achem interessante!

Dois artigos, um em português e outro em inglês, sobre a Conjectura de Poincaré e Perelman e dois vídeos que encontrei no youtube.



segunda-feira, 4 de julho de 2011

Os Independentes

Diz o povo que "o que nasce torto tarde ou nunca se endireita".
Este ditado aplica-se que nem uma luva à aventura de Fernando Nobre como Deputado da Nação.
Nasceu torto, pois Nobre nunca encaixou na ideologia do PSD. Nasceu torto, pois a única coisa que o PSD quis, naquele dia em que o anunciou como candidato, foi tirar das primeiras páginas dos jornais o congresso socialista. Como moeda de troca "ofereceu-lhe" a Presidência da Assembleia da República. Sim, foi um negócio. Como negócio parece ser sempre a inclusão de independentes nas listas de Deputados. A pretexto de uma suposta abertura dos partidos à sociedade, "recrutam-se" uns independentes para figurarem como cabeça de cartaz nas listas. E aparecem sempre ilustres independentes dispostos a abdicar da sua independência para vestirem, por uns tempos apenas, as camisolas dos partidos.
Confesso que nunca concordei com a inclusão de independentes nas listas dos partidos. Se são independentes não podem professar a ideologia do partido. Se a professam então tenho dúvidas que sejam independentes.
Que fazer então aos independentes? Impedem-se que sejam Deputados?
Não, deve é alterar-se o sistema político de modo a garantir que possam ser eleitos Deputados e continuar a ser independentes.
Voltando a Fernando Nobre, confesso também que sempre o achei um grande bluff. É daquelas coisas que às vezes acontecem em política (como o PRD, por exemplo). Os descontentes de esquerda, que nunca optariam por Cavaco, coincidiram todos em votar em Nobre. Um acaso, portanto. Mas o homem não interpretou isto assim. Achou que era demasiado importante para ser só Deputado. E a vaidade cegou-lhe a inteligência ao ponto de não ser capaz de, antes de o rejeitarem, ser ele próprio a não querer.
Por isso, não se endireitou. Por isso, renunciou!

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Comentário à prova de Matemática A (635), 2011 - 1ª fase

Item 1.

Em tudo semelhante ao item 1 do Teste Intermédio de 26/05/2011.

Itens 2.1. e 2.2.

São questões claramente inesperadas que aumentaram o nível de dificuldade da prova num tema, probabilidades, que é habitualmente "simpático" para os alunos em situação de exame nacional.
Poucos esperariam que a distribuição binomial aparecesse num item de construção e que fosse formulada uma questão relativa ao Teorema da Probabilidade Total (veja na página 19 deste documento). Talvez até, este item 2.2., tivesse mais sentido na prova de MACS, pois aí o Teorema aparece no formulário.

Item 3.

Tem uma abordagem semelhante à do item 5 do Teste Intermédio de 26/05/2011.
Para além disso, os critérios específicos de classificação que o GAVE formulou para este item vão fazer aparecer "boas" pontuações.

Item 4.

É um tipo de questão que vem sendo bastante habitual em provas dos últimos anos. Alguns alunos, provavelmente, não se sentiram muito à vontade no cálculo da derivada de T porque podem surgir aqui as dificuldades, em termos da destreza de cálculo e do trabalho com expressões algébricas, que o facilitismo do sistema nos últimos anos vem mascarando.

Item 5.2.

Outro tipo de questão habitual e previsível. No entanto, ela apresenta uma novidade: a necessidade de considerar ambos os ramos da função.
Uma nota para a primeira etapa dos critérios específicos de classificação deste item (Equacionar o problema):
Provavelmente, os classificadores atribuirão os 5 pontos a qualquer uma destas condições:
Parece-me, no entanto, que a 3ª hipótese revela um nível de desempenho bastante superior.

Item 6.2.

Um item muito pouco imaginativo e com um grau de exigência muito baixo.

Item 7.

Os critérios específicos de classificação formulados para este item, na forma de níveis de desempenho, aniquilam o rigor e o trabalho que as justificações de cada uma das rejeições merecem.

Ouso fazer algumas previsões:

  • Os bons alunos terão boa nota.
  • Os alunos com um desempenho médio terão notas fracas, muitas delas negativas.
  • Os alunos fracos dificilmente alcançarão nota positiva.
  • A média nacional vai descer.

domingo, 26 de junho de 2011

Amanhã é dia de Exame!

Alguns conselhos, supondo que estudaram (bastante):


  1. Material: não esquecer o BI ou CC, o material de escrita e a calculadora (como é que estão as pilhas?).
  2. Formalismos: preencher correctamente os cabeçalhos das folhas. Se houver dúvidas, chamar os Professores vigilantes. Assinalar o nº da versão no espaço próprio.
  3. Começar por dar uma vista de olhos a todos os itens da prova e começar por aquele ou aqueles que parecem mais familiares.
  4. LER MUITO BEM OS ENUNCIADOS. Só assim podemos compreender o que nos perguntam e saber o que temos de indicar nas respostas para que elas sejam completas. OBEDEÇAM às instruções dos enunciados!
  5. Atenção ao uso da calculadora: se o item só permite o seu uso para efectuar cálculos numéricos, tudo o resto não pode evidenciar que a calculadora foi utilizada.
  6. Os itens de escolha múltipla são para acertar. Atenção à leitura (mais uma vez). Usem a eliminação de hipóteses. Podem usar também a calculadora.
  7. Às vezes acontece que a primeira leitura dos itens nos leva a pensar que não sabemos resolver nada. Se isso acontecer, nada de stress, pois é PERFEITAMENTE NORMAL (claro, que estou a supor que estudaram!). Leiam outra vez o enunciado. E mais uma vez. Garanto que, a certa altura vai aparecer alguma coisa nos enunciados que vos fará lembrar algo que foi estudado. Este é o ponto de partida para resolver o exercício.
  8. Resolvam os itens sem pressa. Há muito tempo para a prova (mas também não fiquem encalhados meia hora com o mesmo item). Usam todo o tempo de prova e mais a tolerância (para rever, para voltar a ler, para verificar as respostas na escolha múltipla, etc).
  9. Se não souberem como resolver um determinado item, mas souberem qualquer coisa que vos parece relacionado com a resposta pretendida, não deixem em branco. Pode ser que os critérios de correcção contemplem uns pontinhos para o que escreveram.
  10. No final não se esqueçam de contar o número de páginas que utilizaram e assinalar esse número no local próprio.

sábado, 25 de junho de 2011

Questões Frequentes no Exame Nacional de Matemática A (635) – Itens de resposta extensa

Competências específicas associadas:

Representar números complexos na forma algébrica, na forma trigonométrica e no plano complexo.
Exemplo: 2006, 1ª Fase, Grupo II, Item 1.1.

Operar com números complexos nas formas algébrica e trigonométrica.
Exemplo: 2006, 2ª Fase, Grupo II, Item 1.1.

Aplicar técnicas de contagem, em particular, permutações, arranjos simples e completos e combinações.
Exemplo: 2007, 1ª Fase, Grupo II, Item 2.1.

Fazer o estudo de funções, combinando métodos analíticos com o uso de calculadora gráfica.
Exemplo: 2009, 1ª Fase, Grupo II, Item 5.2.

Explicar raciocínios, usando correctamente a linguagem específica das probabilidades.
Exemplo: 2009, 2ª Fase, Grupo II, Item 4.2.

Aplicar a função derivada ao estudo dos intervalos de monotonia e extremos relativos de uma função.
Exemplo: 2008, 1ª Fase, Grupo II, Item 6.1.

Resolver problemas envolvendo funções exponenciais e logarítmicas.
Exemplo: 2007, 2ª Fase, Grupo II, Item 6.1.

Aprofundar o conceito de probabilidade recorrendo às definições frequencista e clássica (de Laplace) de probabilidade.
Exemplo: 2008, 1ª Fase, Grupo II, Item 2.1.

Determinar assímptotas.
Exemplo: 2009, 2ª Fase, Grupo II, Item 6.2.

Aplicar o teorema de Bolzano-Cauchy ao estudo das funções.
Exemplo: 2010, 2ª Fase, Grupo II, Item 5.1.

Fazer raciocínios demonstrativos usando a axiomática das probabilidades.
Exemplo: 2010, 2ª Fase, Grupo II, Item 3.

Resolver problemas envolvendo funções trigonométricas.
Exemplo: 2010, 2ª Fase, Grupo II, Item 6.2.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Questões Frequentes no Exame Nacional de Matemática A (635) – TEMA III (3)

Tipo de Item: Selecção/Escolha Múltipla

Competências específicas associadas:
Representar números complexos na forma algébrica, na forma trigonométrica e no plano complexo.

Exemplos:
2008, 1ª Fase, Grupo I, Item 8.
2009, 1ª Fase, Grupo I, Item 7.

Questões Frequentes no Exame Nacional de Matemática A (635) – TEMA III (2)

Tipo de Item: Selecção/Escolha Múltipla

Competências específicas associadas:
Operar com números complexos nas formas algébrica e trigonométrica.

Exemplos:
2009, 2ª Fase, Grupo I, Item 7.
2010, 2ª Fase, Grupo I, Item 8.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Comentário à prova de MACS (835) 2011, 1ª fase

Item 3.2.

Consultando os critérios específicos de classificação constata-se que metade da cotação do item (10 pontos) é atribuída às "referências" à variabilidade e à simetria. Parece-me que, ao pretender-se valorizar tanto esta parte interpretativa da questão, duas observações são pertinentes:
1ª) No caso da interpretação da variabilidade, o enunciado deveria ser mais preciso quanto ao que se pretendia como resposta (o termo "referir" é demasiado redutor). Esperemos que sejam dadas indicações mais precisas aos classificadores quanto às diversas interpretações que possam ser aceites.
2ª) Relativamente à simetria, bastará responder que a distribuição é assimétrica? Se sim, a cotação desta etapa está, claramente, sobrevalorizada.

Item 3.3.

Este item custa um bocado a entender.
Depois de observar os critérios específicos de classificação, particularmente no 2º processo, quase que  somos levados a crer que o objectivo era repetir cálculos (agora para os números anteriores acrescentados de uma unidade) efectuados nos dois itens anteriores.
Muitos professores apresentam (e alguns deles demonstram) as propriedades para a média e mediana subjacentes a esta questão. Se o examinando invocar tais propriedades a resposta a esta questão dá-se numa linha: "Caso o aumento previsto de 1 livro lido por aluno nas férias de Verão se venha a concretizar, tanto a média como a mediana irão aumentar 1 unidade" (como apresenta a APM na resolução proposta). Está aqui a explicação pedida no enunciado do item. Uma explicação que, segundo os critérios vale 5 pontos, mas que, invocando as propriedades referidas, chega e sobra como resposta ao item.
Com um tema tão vasto como é a Estatística, não se percebe a insistência nos mesmos conceitos em itens distintos.

Item 5.1.

O que há a salientar aqui é a inconsistência com os critérios de correcção de provas de anos anteriores. Na prova de 2009 da 2ª fase a não referência ao facto do grafo ser conexo implicava que 5 pontos da cotação do item não eram atribuídos. Nesta prova de 2011 essa referência tornou-se desnecessária.

Resolução da prova de MACS (835) 2011, 1ª fase

Encontra aqui a resolução.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

10 ideias para salvar a Escola Pública

Em início de ciclo governativo, um pequeno contributo que é, ao mesmo tempo, a manifestação da esperança que tenho em que a Escola Pública possa começar a ser erguida do fundo para onde foi atirada.

1 – Revalorizar a família. Assumir que ela é o alicerce base da sociedade, primeiro e principal espaço educativo. Dar-lhe, portanto, condições de sustentabilidade e longevidade.
2 – Fazer da Escola Pública um meio para esbater ou eliminar desigualdades e não uma forma de, como aconteceu nesta última década, as agravar.
3 – (Esta não é minha, é do Paulo Rangel) Assumir uma trivialidade: a Escola Pública é para os mais desfavorecidos a única oportunidade de se tornarem mais favorecidos. Mas se ela não cumpre o seu papel, recorrendo a subterfúgios de sucesso fácil e imediato, lançará na sociedade jovens que rapidamente descobrirão o quão longe estão de poder aspirar aos mesmos objectivos daqueles que fizeram o seu percurso de escolaridade no colégio privado ou no colo dos explicadores ou ainda sob a protecção de uma família que soube estar sempre com eles. E aí perceberão que estão tão ou mais desfavorecidos do que antes. Entenderão que a única oportunidade que tiveram, a Escola Pública, também ela, não quis saber deles!
4 – Redefinir o papel da Escola Pública na sociedade. Orientando-a para aquilo que é a sua vocação, a transmissão de conhecimento. Libertando-a, progressivamente, do amontoado de coisas que para ela a sociedade empurrou, quer por ausência de outras estruturas que o façam, quer por demissão daqueles que tinham o dever de o fazer. 
5 – Resolver o dilema: como se concilia verdadeira aprendizagem com sucesso educativo? (leia-se: como se consegue uma avaliação rigorosa de conhecimentos sem aumentar as taxas de abandono escolar ou de retenção?) .
6 – Repor regras (claras): para a assiduidade, para a disciplina, para a autoridade e para a avaliação.
7- Regular a avaliação externa. Não é admissível que o grau de exigência de um exame varie ao sabor da propaganda política.
8 – Dar (verdadeira) autonomia às Escolas Públicas. E depois pedir-lhes contas.
9 – Redefinir funções: aos alunos o que é dos alunos; aos pais o que é dos pais; aos professores o que é dos professores; aos funcionários o que é dos funcionários; aos directores o que é dos directores; às direcções regionais … (não encontro muito para elas!); ao Ministério o que é do Ministério. Acabe-se com esta misturada onde todos dão palpite, poucos sabem do que estão a falar e aos professores nunca é dada razão.
10 – Parar com o frenesim legislativo na educação.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Nuno Crato Ministro da Educação

"Mais exames para uma avaliação séria dos alunos, de forma a aumentar o grau de exigência, e mais autoridade para os professores foram outras ideias defendidas por Nuno Crato", in Jornal de Notícias, 14 de Julho de 2010.

Esperemos que não se esqueça disto!

quinta-feira, 16 de junho de 2011

O que está no acordo "Maioria para a Mudança" e que eu gostava que fosse cumprido

Votámos para mudar.
Que a mudança se efective e não fique no papel!

No aparelho do Estado:

  • "Travar e reduzir o endividamento do Estado e diminuir a sua despesa, nomeadamente através da redução de estruturas e dirigentes em todos os níveis do Estado e do seu sector empresarial".
  • "Assegurar o reforço da independência e da autoridade do Estado, garantindo a não partidarização das estruturas e empresas da Administração".
No Ensino:

  • "Actuando sobre a qualidade e a exigência do sistema de ensino com promoção do mérito, do esforço e da avaliação".
Na Economia:

  • "Aumentar a poupança, reduzir o endividamento externo, exportar mais e melhor e depender menos das importações".
  • Reformas:
  1. "Da concorrência e dos respectivos reguladores".
  2. "Do mercado de trabalho".
  3. "Do mercado de arrendamento".
  4. "Do sistema fiscal, valorizando nomeadamente o trabalho, a família e a poupança".
  5. "Da Segurança Social".
Na Justiça:

  • "Reformar a justiça (...). Será prioridade do próximo Governo a recuperação da credibilidade, eficácia e responsabilização do sistema judicial e o combate à corrupção".
Na Saúde:

  • "O Governo defenderá a humanização da prestação de cuidados de saúde e a sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde".
Na Segurança:

  • "Reforço da motivação das forças de segurança e da sua eficácia operacional".